A indomável horda de absurdos Absurdos brotam como mosquitos de banana depois da chuva. É quase impossível ao menos contar quantos em uma semana, os mosquitos e os absurdos. Chove bastante, há muitos mosquitos, mas os absurdos brasileiros são insuperáveis. Uma horda. Horda é uma palavra de origem centro-asiática, seu significado original estava relacionado à tenda comunal que reunia e abrigava os clãs, também se relacionava ao conceito de “corte” e de povo. Tornou-se sinônimo de exército e, nas línguas do ocidente, de coisa enorme, desordenada, terrível e destrutiva. Desordenada, terrível e destrutiva são sinônimos, codinomes do tempo atual no Brasil. Vamos falar sobre dois dos absurdos da semana. Haja espaço e cabeça. O assassinato de João Alberto por seguranças de um Carrefour em Porto Alegre despertou os baixos instintos da horda. Muitos dos mesmos que saíram pelas ruas e praças do Brasil varonil com seus uniformes da CBF, aquele templo de lisura e morali...
Normalizar o absurdo é achar que "é assim mesmo que as coisas são". Ou: "agora é assim". É, sobretudo, se conformar ao insuportável, ao abuso, à cretinice destampada, à intolerância, à superstição e ao culto à ignorância. Não. Chega. Vamos pensar e ver que, mesmo comum, o continua sendo absurdo e não temos de engoli-lo. Vamos desnormalizar o absurdo?