Quando o absurdo é normal, está na hora de desnormalizar o absurdo! O método científico é uma das grandes conquistas da civilização. Nada de novo em dizer isso, que, aliás, é o óbvio. Mas o óbvio não faz parte da receita do absurdo dos dias de hoje. O método científico é uma excelente ferramenta para a civilização. Permite levantar hipóteses, testar se elas funcionam ou não, descartá-las, criar teorias, rever essas teorias, ou seja, ir construindo o conhecimento. Uma das características principais da ciência e, sobretudo, da evidência científica, é que ela pode ser testada e aplicada independente das crenças de quem a aplica. Um cientista brasileiro, chinês ou israelense podem realizar os mesmos experimentos e testar o que acontece. O método científico foi construído ao longo de séculos de pensamento e experimentação. Todas as grandes civilizações contribuíram para sua criação, desde Egípcios, Gregos, Astecas, Incas, Núbios, Romanos, Chineses, Persas, Árabes, Europeus...
Normalizar o absurdo é achar que "é assim mesmo que as coisas são". Ou: "agora é assim". É, sobretudo, se conformar ao insuportável, ao abuso, à cretinice destampada, à intolerância, à superstição e ao culto à ignorância. Não. Chega. Vamos pensar e ver que, mesmo comum, o continua sendo absurdo e não temos de engoli-lo. Vamos desnormalizar o absurdo?