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Mostrando postagens de dezembro, 2020

Vai dar em alguma coisa?

 Abin virou apoio de advocacia? Nos Estados Unidos existe a função de Law Consultant. Podem ser firmas ou pessoas especializadas em certas áreas do direito. Basicamente, orientam clientes em procedimentos jurídicos, por exemplo, quando processados, na montagem de suas defesas.  A utilização da ABIN - a obscura Agência Brasileira de Inteligência - para fornecer elementos para a montagem da defesa do senador Flávio Bols*naro, denunciada pela revista Época desta semana, se comprovada, caracteriza um gravíssimo caso de aparelhamento do Estado e conduta que implica em crime de responsabilidade. A ABIN é pouquíssimo conhecida pela absoluta maioria da população. Se a denuncia vai dar em alguma coisa ninguém sabe. Aplica-se a velhinha norma brasileira: depende. Para alguns nenhuma prova é necessária, para outros nenhuma é suficiente. Será que o botim de 1/4 de bilhão para colocar a cloroquina no programa Farmácia Popular ajuda a entender o entusiasmo 'científico" por aquele remédio pr...

O caso das seringas que não há

 O estrambotico caso das seringas que derrotam um país Um esforço inédito da ciência. Mais de cem equipes científicas em todo o planeta trabalharam, e trabalham, para produzir uma vacina contra a Covid19. Laboratórios de lugares tão diversos quanto China, Rússia, Alemanha, Israel, Coréia, Estados Unidos ou Cuba e o Reino Unido. A comunidade científica compartilhou pesquisas, técnicas, formas de tratamento. Num momento de união internacional de esforços apenas os fanáticos anti-vacinas e hordas de extrema direita que acham a ciência "coisa de comunista". Ciência, história, filosofia, direitos humanos, ONU, OMS, arte, cultura, conhecimento, civilização em suma. Mas, no Brasil o vírus tem um insuspeitos e invicto aliado: a absoluta incompetência aliada ao mais completo desprezo pela vida. A falta de seringas para inocular qualquer vacina que seja extrapola todos os buracos do absurdo. Mas, quando se pensa que é impossível passar desse nível vem o Ministério da Saúde e diz que va...
P izzas:  de vitórias e derrotados A maré da extrema direita se quebrou mesmo, nesse segundo turno. A esquerda mostrou novos rostos: Boulos, com 40% dos votos na cidade de São Paulo, contribui para mudar o perfil purista do PSOL; Manuela D'Ávila, no conservador Rio Grande do Sul, só foi derrotada por que se uniu tudo, mas tudo mesmo, no espectro do centro, da direita e da extrema direita gaúchas. Em Belém outra figura do PSOL, o Deputado Federal, Edmilson também emerge num esboço de nova cena política. Recife provou que uma frente ampla é muito mais capaz de eleger que um arranjo estreito. A disputa na família Arraes pendeu, folgadamente, para João Campos. Marilia Arraes disputou, perdeu, mas apareceu como um novo rosto da esquerda. O PT perdeu protagonismo. Será que vai aprender alguma coisa? Sem nenhuma capital para governar o encolhimento no total geral de prefeituras foi visível. Uma das mais saborosas derrotas foi a de Crivella, o apocalíptico prefeito do Rio de Ja...