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O caso das seringas que não há

 O estrambotico caso das seringas que derrotam um país


Um esforço inédito da ciência. Mais de cem equipes científicas em todo o planeta trabalharam, e trabalham, para produzir uma vacina contra a Covid19. Laboratórios de lugares tão diversos quanto China, Rússia, Alemanha, Israel, Coréia, Estados Unidos ou Cuba e o Reino Unido. A comunidade científica compartilhou pesquisas, técnicas, formas de tratamento.

Num momento de união internacional de esforços apenas os fanáticos anti-vacinas e hordas de extrema direita que acham a ciência "coisa de comunista". Ciência, história, filosofia, direitos humanos, ONU, OMS, arte, cultura, conhecimento, civilização em suma. Mas, no Brasil o vírus tem um insuspeitos e invicto aliado: a absoluta incompetência aliada ao mais completo desprezo pela vida. A falta de seringas para inocular qualquer vacina que seja extrapola todos os buracos do absurdo.

Mas, quando se pensa que é impossível passar desse nível vem o Ministério da Saúde e diz que vai centralizar tudo, de qualquer jeito. Vão confiscar as vacinas produzidas pelo Butantã? E aquelas adquiridas pelos governos da Bahia e do Paraná junto a Rússia? E por falar em Rússia, deve ser impagável a cara de quem menosprezou a vacina produzida por aquele país, contrapondo-a a de Oxford, no momento em que o laboratório associado a universidade britânica propõe justamente usar as duas vacinas, combinadas para aumentar a eficácia.

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